sábado, 16 de novembro de 2013

Aprenda mais- anta


NOME COMUM: Anta, Tapir
 
NOME EM INGLÊS: Brazilian Tapir
 
NOME CIENTÍFICO: Tapirus terrestris
 
FILO: Chordata
 
CLASSE: Mammalia
 
ORDEM: Perissodactyla
 
FAMÍLIA: Tapiridae
 
CARACTERÍSTICAS:(Tapir brasileiro)
 
comprimento da fêmea: até 2 m
Altura: até 1 m
 
Peso: até 200 Kgnão há época especial de acasalamento
 
Período de gestação: 390 a 400 dias
 
Filhotes: 1 ou raramente 2
Lenda: Uma lenda conta que, quando o mundo foi feito, o Criador formou a anta com partes tomadas de empréstimo de outros animais. Isto explicaria porque a anta ou tapir tem a forma de um porco, pé de rinoceronte, cascos de boi e o focinho como uma pequena tromba de elefante. Em temperamento, porém, não é igual a nenhum desses animais. É um bicho pacífico, tímido, que se esconde durante o dia e sai a noite para comer folhas, ervas e raízes. Somente a fêmea, bem maior que o macho, desafia qualquer um que tente atacar seu filhote. A anta esconde-se na água. O macho adulto isola-se como o javali mas é muito mais cauteloso. Os demais vivem em grupos. Os jovens também têm pelo curto e espesso, mas coberto de manchas e listras longitudinais que desaparecem quando o animal cresce.
Especies: Há 4 espécies de anta. Três delas, a anta de Baird, a anta brasileira e a anta da montanha, são encontradas nas florestas tropicais e montanhas da América do Sul. A anta asiática tem uma capa de pelo branco no meio das costas. Isso faz dela uma presa fácil para os tigres.

Aprenda mais- canário

Nome científico: Serinus canaria

Origem: Esta ave tem origem nas ilhas Espanholas das Canárias, na costa ocidental do continente africano, sendo por esse motivo bafejadas com os ventos quentes que vêm do Saara. O tempo agradável que durante todo o ano abençoa este território pode ter tido influência para a sua sobrevivência neste arquipélago. Quando os primeiros navegadores trouxeram este animal para a Europa continental, estavam muito longe de saber o que iria acontecer cinco séculos depois, quando o Canário se tornou uma ave de companhia em muitas habitações, principalmente no sul da Europa, nos países mediterrânicos, e no Brasil.O belo canto do macho depressa cativou a atenção destes homens do mar, que prontamente capturaram os primeiros espécimes, para trazer na volta para casa.No entanto, a ave que, em geral, conhecemos com esse nome já é uma mutação dos canários originais.

A gaiola: Nesta espécie, o macho canta, julga-se que para arranjar companheira. Por esse motivo, quando não é época de criação, é normal vermos os machos separados das fêmeas, para cantarem com mais frequência.A fêmea limita-se a piar, e não com muita insistência.Esta espécie tem necessidade de andar constantemente a saltar de poleiro para poleiro, pelo que é aconselhável ter vários poleiros na mesma gaiola. A gaiola deve ser rectangular e comprida.Como a maior parte das aves, o Canário gosta de apanhar os primeiro raios de sol da manhã e os últimos da tarde, por isso tente que pelo menos uma dessas fases lhes seja facultada, principalmente a da manhã.Deve evitar colocar a sua gaiola em sítios onde haja corrente de ar, e quando, durante o dia, está sol, proteger a gaiola, para que o sol não incida directamente nas aves.Outro aspecto fundamental é ter sempre uma banheira com água limpa e fresca, os canários adoram tomar banho!A criação destas aves em cativeiro é relativamente fácil, basta juntar o casal na Primavera e pôr um ninho apropriado dentro da gaiola.Passados alguns dias, em regra, a Canária faz a postura e está pronta para chocar os ovos.Um dos problemas mais comuns na criação destas aves, é a fêmea, na fase da postura, ficar com um ovo atravessado. Há algumas formas de tentar ultrapassar este problema. Uma delas, a mais simples, é untar a cloaca da canária com um produto lubrificante, quase sempre resulta.Importante mesmo é estar atento na época da postura, se o facto de untar a canária não resultar, dirija-se rapidamente a uma casa que venda destas aves ou a um criador que tentará certamente ajudar com a sua experiência.

Alimentação: A alimentação para os canários é fácil de encontrar, qualquer casa da especialidade, ou mesmo as grandes superfícies, vendem comida apropriada, alpista já misturada com as vitaminas necessárias.A água deve ser mudada todos os dias e, se estiver ao sol, deve ser mudada com a regularidade necessária para estar sempre limpa e fresca.Como complemento alimentar, pode dar aos Canários alguns legumes frescos, desde que sejam bem lavados em água corrente.Mantenha sempre, no fundo da gaiola, alguns grãos de areia, estas aves gostam de engolir pequenas pedras para ajudar na sua digestão.

Esperança de vida: O tempo médio de vida destes animais é de cinco anos. Normalmente, é uma perda sentida pela família, principalmente porque se habituou ao cantar do macho, e de repente vai sentir a sua falta. Esteja preparado para essa eventualidade.

Aprenda mais- chita

 
Nome científico: Acinonyx jubatus

Distribuição: As chitas podem, neste momento, ser encontradas no Centro e Sul do continente africano. Este animal já foi presença frequente no Médio Oriente e em alguns territórios asiáticos, embora actualmente seja muito raro avistá-lo nestas paragens.

Solitária: Ao contrário de outros felinos africanos, a chita é um animal solitário, que só se faz acompanhar pelos filhos, se os tiver. Os irmãos também se mantêm juntos durante algum tempo após a mãe considerar que estão preparados para viverem sozinhos.

Velocidade: A chita é um animal extremamente veloz. Apresenta características morfológicas diferentes de outros felinos, nomeadamente, as suas unhas não são retracteis, e todo o seu corpo é músculo moldado para ser um velocista, não utilizando a força como maior trunfo.O seu tamanho corporal limita o tamanho das presas que a chita consegue caçar, mas a sua velocidade permite que apanhe presas que também sejam muita ágeis.Sendo o animal terrestre mais veloz, chega a atingir os 110 km por hora, e nunca pode fazer corridas superiores a 10 segundos. Por este motivo, a chita tem de caçar à primeira, pois se falhar vai ter de esperar até que a sua temperatura volte ao normal para poder voltar a perseguir uma presa. Assim, a chita escolhe uma vítima em campo aberto, e vai lentamente tentar uma aproximação, alheando-se de todos os outros animais, para aumentar a probabilidade de sucesso. Se chegar ao ponto de achar que vai ser bem sucedida, tentará então um ataque de surpresa.As prezas favoritas das chitas são as gazelas e impalas, que consegue arrastar com facilidade e que permitem não sofrer muitos danos físicos, se eventualmente falhar.

Perigos: Dada a sua estatura e o facto de viver de forma solitária, a chita encontra muitos carnívoros, nomeadamente as hienas, que sistematicamente vão tentar levar a sua presa. Então, quando caça, leva a presa para uma zona mais protegida e de onde possa observar os movimentos em seu redor para mais facilmente poder defender-se.

Reprodução: As chitas têm ninhadas de dois ou três filhotes, e a gestação dura cerca de 90 dias. A mãe amamenta as crias em exclusivo até estas terem cerca de 60 dias, depois e até aos seis meses caça sozinha para eles e por volta dessa altura começa a ensiná-los a caçar. Até aos dois anos, caçam e vivem juntos, e quando a mãe acha que estão preparados para sobreviver sozinhos, desaparece para nunca mais voltar. As jovens crias permanecem ainda juntas durante alguns meses, mas progressivamente vão-se afastando e criando os seus próprios territórios de caça.

Tamanho, peso e esperança de vida: As chitas medem em média 1,30 de comprimento, 75 cm de altura e pesam cerca de 50 kg.A sua esperança de vida é de 20 anos.

Aprenda mais- GAMBA

FILO: Chordata

ORDEM: Marsupialia

FAMÍLIA: Didelphidae

NOME POPULAR NA AMÉRICA DO NORTE: opossum

NOME POPULAR NO BRASIL: Na Amazônia: mucura;
na Bahia: suruê ou sarigüê;
no Nordeste: cassac ou timbuo;
no Mato Grosso e Paraguai: micurê e no resto do Brasil recebe o nome de Gambá

NOME EM INGLÊS: Large American Opossums

NOME CIENTÍFICO: Didelphis marsupialis

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: do Canadá ao norte da Argentina. Nrasil, Paraguai, Guianas, Venezuela

HABITAT: Floresta, Campos e Centros urbanos

HÁBITOS ALIMENTARES: Onívoro

REPRODUÇÃO: 12-13 dias

ALIMENTAÇÃO: principalmente de frutos silvestres, ovos e filhotes de pássaros

A FÊMEA POSSUI: 12 ou 13 tetas

PESO DO EMBRIÃO AO NASCER: 2g (em torno de 1 cm) e completam seu desenvolvimento na bolsa materna.

Nº DE CRIAS: 3Nº DE FILHOTES: 10 a 15 por ninhada

PERÍODO DE VIDA: 2 a 4 anos

TAMANHO: Pode atingir 50 cm de comprimento sem contar a cauda, quase do mesmo tamanho.

CARACTERÍSTICAS: Apresenta corpo maciço. pescoço grosso, focinho alongado e pontudo, membros curtos e cauda preênsil, bastante grossa, redonda e afilada, só peluda na base, tendo pequenas escamas revestindo a parte restante.

FÊMEA: A fêmea possui um marsúpio bem desenvolvido, ao contrário de outros da mesma família, que só tem 2 dobras ventrais abertas.

PELAGEM: a cor da pelagem varia muito, indo do branco (animais velhos) ao negro (animais jovens) e passando por todas as tonalidades de cinzento e bruno intermediárias.
O gambá (de guaambá, que significa saco vazio, referindo-se ao marsúpio) é um marsupial do porte de um gato. Tem hábitos noturnos e, apesar de ser uma animal de movimentos lentos, trepa em árvores com facilidade, usando a cauda preênsil para agarrar-se aos galhos. Alimenta-se principalmente de frutos silvestres, ovos e filhotes de pássaros. Não raramente visita galinheiros, causando imenso estrago.
Quando perseguido, o gambá finge-se de morto ou expele um líquido fétido produzido por glândulas axilares. Na fase do cio, a fêmea também exala esse cheiro forte, facilmente reconhecível.
Quando os filhotes entram na bolsa têm só 1 cm e ficam lá dentro 70 dias, onde se desenvolvem e tem condições de enfrentar a selva.

Aprenda mais- bicho-de-seda

 
NOME COMUM: Bicho-da-seda

NOME EM INGLÊS: silkworm

NOME CIENTÍFICO: Bombyx mori

REINO: Animália

FILO: Arthropoda

CLASSE: Insecta

SUPERORDEM: Amphiesmenoptera

ORDEM: Lepidóptera

SUBORDEM: Glossata

SUPERFAMÍLIA: Bombycoidea

FAMÍLIA: Bombycidae

GÊNERO: Bombyx

ALIMENTAÇÃO: O bicho-da-seda alimenta-se exclusivamente de folhas de Amoreira ao longo de toda a sua fase de vida larvar.

DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA: De acordo com a distribuição geográfica, o bicho-da-seda é identificado como de origem Japonesa, Chinesa, Europeia ou Indiana.

Caracteristicas e curiosidades: O bicho-da-seda é a larva de uma espécie de mariposa (Bombyx mori) usada na produção de fios de seda. Este insecto é nativo do Norte da China mas encontra-se actualmente distribuído por todo o mundo em quintas de produção de seda, denominada sericicultura.
O bicho-da-seda quando nasce tem apenas cerca de 2,5 mm de comprimento. Durante 42 dias ele como sem parar, sofre quatro metamorfoses - ovos, lagartas, pupa e adulto - e tem seu peso original aumentado em 10.000 vezes. O bicho-da-seda é uma largata, a larva de uma borboleta, e come grandes quantidades de folhas até chegar a 5 cm de comprimento. Nesta época, procura um cantinho tranqüilo e começa a tecer seu casulo. O casulo branco-amarelado brilhante é feito de um único fio com muitos metros de comprimento. O bicho-de-seda fia a seda ao redor do seu corpo desenvolvendo movimentos geométricos em formato de oito, até que todo o seu líquido seja usado . Depois de 3 dias de fiação atingindo entre 700 e 1,200 mil metros de fio, o casulo está completo. A lagarta converte-se em pupa, e se for mantida viva, transforma-se em mariposa em aproximadamente 10 a 12 dias, e o ciclo de vida termina com o rompimento do casulo e quebra do longo fio de seda em muitos fios curtos.
Seus ovos, durante a incubação, devem ficar numa temperatura entre 20 a 23ºC. Algumas borboletas fêmeas chegam a incubar dezenas de milhares de ovos em 15 dias.
Para se ter uma idéia, a partir de 30 gramas de ovos, saem aproximadamente 40.000 bichos, que devoram em oito semanas, 350 quilos de folhas.

Aprenda mais- fuinha


NOME VULGAR:Fuinha
 
FILO: Chordata
 
CLASSE: Mammalia
 
ORDEM: Carnívora
 
FAMÍLIA: Mustelidae
 
NOME CIENTÍFICO: Martes foina
 
CARACTERÍSTICAS:Comprimento: 46 cm, mais 20 cm de cauda
 
período de gestação: 250 a 295 dias
 
Ninhada: 3 a 5 filhotes
Quando capturada e treinada desde pequena, a fuinha pode ficar mansa como um gatinho, os romanos a usavam para caçar ratos. Quando capturada já adulta, ela consegue adaptar-se bem à nova vida. Existe uma estória de um lorde da Escócia que encontrou uma fuinha ferida e cuidou dela até que ficasse curada. A fuinha, então mudou-se para os estábulos do lorde, acabou com todos os ratos dali e fez amizade com os cavalos, vivendo muito bem com eles.
Em geral, a fuinha vive perto de fazendas, onde ataca os galinheiros. É encontrada na Ásia, do norte do Himalaia até a Mongólia, e na Europa; há também espécies aparentadas na América do Norte. A fuinha é menor que a maioria das espécies: tem pernas mais curtas, pelo vermelho vivo e áspero. Move-se aos saltos e rói obstáculos com os dentes afiados. A toca, em geral, é um oco de árvore, ou um buraco com túneis que vão até um galinheiro e que tem a entrada escondida por folhas.
 
No inverno, a fuinha dorme de dia e caça a noite: no verão, caça também de dia. No verão, que é o período de acasalamento, a fuinha exala um cheiro forte de almíscar e solta gritos estranhos. Os filhotes nascem no começo da primavera.
 
A fuínha é um carnívoro de tamanho médio, comum mas difícil de observar devido aos seus hábitos nocturnos. Caçadora eclética, quem já teve a sorte de a encontrar viu a elegância tornada carnívoro. Conheça as suas características e ecologia.
IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS
A fuínha ou papalvo (Martes foina) é um pequeno carnívoro, com corpo alongado e cauda comprida e espessa. As patas possuem 5 dedos com garras não retrácteis, muito importantes para a aderência às árvores, visto que se trata de um animal trepador. No solo desloca-se aos saltos. Esta espécie é muito semelhante à marta (Martes martes), sendo necessária especial atenção para as distinguir. A fuínha tem pêlo castanho (mais ou menos escuro), um pouco mais acinzentado que o da marta. Possui uma mancha branca (por vezes ligeiramente amarelada) na zona da garganta e peito, que se estende pelos membros anteriores, estando subdividida na zona do peito, por uma faixa longitudinal de cor igual à do resto do corpo. Na marta esta mancha é mais pequena, de coloração amarelo alaranjada, restringe-se à região peitoral, não se estende pelos membros anteriores e não está subdividida. A fuínha possui também orelhas mais curtas e estreitas e um focinho mais curto e largo que o da marta.
O seu corpo mede entre 40 e 50 cm e a cauda entre 23 e 27cm. O seu peso varia entre 1,1 e 2,5 Kg, sendo os machos nitidamente maiores que as fêmeas.
DISTRIBUIÇÃO E ABUNDÂNCIA
É comum em toda a Europa Continental, não ocorrendo no entanto na Escandinávia. Está também presente nalgumas ilhas do Mediterrâneo. Em Portugal parece ser comum em todo o país, sendo no entanto a sua tendência populacional desconhecida.

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO
Faz parte do anexo III da Convenção de Berna (espécie parcialmente protegida, sujeita a regulamentação especial) e em Portugal é considerada não ameaçada (NT).

FACTORES DE AMEAÇA
Os serviços que a fuínha presta ao eliminar roedores (ratos e ratazanas) são menos visíveis e conceituados que as suas intrusões em galinheiros e roubo de ovos. Isto faz com que seja perseguida pelo Homem especialmente nas zonas de caça, onde é considerada nociva para as espécies cinegéticas. Esta noção não deixa de estar errada, uma vez que os diversos estudos feitos sobre a sua dieta mostram que as suas preferências alimentares são claramente os micromamíferos (ratos, ratazanas e musaranhos) e os frutos. Para além disto, a fragmentação e destruição do habitat e a morte por atropelamento também são um forte factor de ameaça.

HABITAT
O tipo de habitat que ocupa varia muito de região para região. Nas zonas do Norte da Europa está mais ligada a áreas habitadas pelo Homem do que no Sul. Em algumas regiões são muito comuns em vilas ou mesmo em cidades. Pensa-se que as habitações são uma substituição do meio rochoso original e que a fuínha tem seguido o Homem em direcção ao Norte acompanhando a desflorestação causada por este. Uma vez que a fuínha não está adaptada a temperaturas muito baixas, as habitações proporcionam-lhe condições térmicas favoráveis.
A ligação da fuínha a zonas mais habitadas pelo homem, verifica-se em regiões onde a marta está bem representada. Nas regiões mediterrâneas, onde esta última está ausente ou é rara, a fuínha ocupa um habitat bastante mais selvagem - zonas rochosas, montados de Quercusspp. (carvalhos) de folha perene e florestas caducifólias. No entanto, estudos recentes mostram que em Portugal, esta espécie também vive em zonas humanizadas. Os seus locais de refúgio costumam ser em árvores ocas, debaixo de rochas, em estábulos, celeiros e sotãos.

ALIMENTAÇÃO
O seu comportamento alimentar é extremamente diverso, quase omnívoro. É um predador generalista e oportunista. Consome especialmente micromamíferos, frutos e insectos, mas também se alimenta de pequenas aves, ovos e de todo o tipo de desperdícios deixados pelo Homem.
As suas capturas são consumidas quase na totalidade e o que sobra é acumulado junto ao seu refúgio, o que permite a sua subsistência em períodos em que o

REPRODUÇÃO
Costuma acasalar no meio do Verão e tal como outros mustelídeos possui o fenómeno de ovo-implantação retardada (ver ficha de texugo). A verdadeira gestação é de 30 dias e as crias (normalmente 3, mas podem chegar a 7) nascem na Primavera. Os cuidados parentais são praticados exclusivamente pela fêmea. Entre o 2º e o 3º mês, as crias começam a sair da toca, acompanhando a mãe durante 2 ou 3 semanas, fazendo deslocamentos cada vez maiores, emancipando-se assim progressivamente. Atinge a maturidade sexual entre 1 e 2 anos e em cativeiro pode viver até aos 18 anos.

MOVIMENTOS
No nosso país parece ter hábitos estritamente nocturnos, mas no Norte da Europa, durante o Inverno, em que a busca de comida é mais difícil, pode ser bastante activa durante o dia. É geralmente solitária, mas as que vivem em vilas podem andar em grupos de 4 a 5 animais. Costuma fazer longos deslocamentos quotidianos, que se repetem normalmente pelos mesmos trilhos, em busca de alimento. No nosso país as suas áreas vitais rondam em média, 3km2 para os machos e 2 km2 para as fêmeas.
CURIOSIDADES
Os seus ataques a galinheiros, levaram à crença errónea de que a fuínha mata mais do que o necessário para se alimentar, fazendo-o apenas por prazer e para sangrar as vítimas. Está cientificamente provado que o impulso de ataque e predação por parte deste animal se deve ao movimento das presas. Sendo assim, perante a concentração artificial de animais (ex: galinheiro), a excitação destes ao pressenti-las, pode provocar um comportamento exagerado de predação por parte da fuínha.clima é demasiado rigoroso.

Outra característica particular da fuínha é o facto de ser um dos poucos carnívoros próximos do homem, que consegue atacar a ratazana com sucesso (o próprio gato doméstico costuma recuar perante a ferocidade desta presa).

LOCAIS FAVORÁVEIS DE OBSERVAÇÃO
Devido à sua actividade quase sempre nocturna e à sua discrição, esta espécie é dificilmente observável no seu habitat natural. No entanto, em meios rurais, a sua observação não é rara, nomeadamente a atravessar estradas ou caminhos durante a noite. No que se refere aos indícios de presença, a pegada consiste numa almofada principal constituida por 5 lóbulos, na marca dos 5 dedos e num lóbulo traseiro de pequenas dimensões. Quando o substrato é mole pode observar-se também a marca das garras. Os dejectos característicos de fuínha são entrançados, torcidos, com um dos extremos pontiagudo.

Aprenda mais- tatuzinho

NOME COMUM: Tatuzinho

NOME CIENTÍFICO: Ligia oceanica

NOME EM INGLÊS: Common sea slater or quarry-lice

OUTRAS ESPÉCIES: Philoscia muscorum; Armadillidium vulgare; Armadillidium nasatum; Porcellio scaber; Trichoniscus pusillus; Oniscus asellus;

FILO: Arthropoda

CLASSE: Crustacea

SUBCLASSE:Malacostraca

FAMÍLIA: Ligiidae

COMPRIMENTO: até 2 cm

ALIMENTO: vegetação apodrecida

CARACTERÍSTICAS: O tórax tem 7 placas duras. 7 pares de pernas.Os tatuzinhos não são nem insetos, nem moluscos. São crustáceos que se adaptaram à vida em terra firma, mas necessitam viver em um ambiente úmido e escuro. Por isso, procuram as cavernas, onde podem esconder-se sob pedras ou paus. Para conservar a umidade indispensável à sua sobrevivência, eles vivem em colônias. Empilhados uns sobre os outros, protegem-se do ressecamento por evaporação. Esses animais possuem órgãos dos sentidos, fora da sua carapaça, que os ajudam a encontrar locais úmidos.O tatuzinho é encontrado em todo o mundo. Um das espécies mais difundidas na Europa é o tatuzinho-das-cavernas, comum nos lugares arenosos e nas florestas de pinheiros. Seu corpo cinza-azulado é mais chato do que o corpo dos demais espécies. As manchas brancas que aparecem no corpo, na altura das duas primeiras pernas, são as extremidades de finos tubos, pelo quais o animal respira. Nas regiões de clima temperado, a reprodução ocorre em abril e junho. O tatuzinho é uma espécie de bicho-de-conta que se enrola em forma de boa quando se toca nele.
Vivem sob pedras e matéria orgânica, tais como galhos e folhas. Alimentam-se de matéria orgânica em decomposiçã. Estes animais causam danos às raizes e às folhas das plantas, entretanto são muito eficientes como decompositores. São comumente encontrados em jardins cujo solo apresenta grande umidade.