sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Como a humanidade transformou um grande predador em uma criatura dócil em poucos milhares de anos

Como a humanidade transformou um grande predador em uma criatura dócil em poucos milhares de anos



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31.000 anos atrás, enormes geleiras ainda governavam as terras do hemisfério norte. Era a Idade da Pedra. Pessoas vagavam pela Europa já fazendo das suas, como desenvolver a fabricação de armas, pinturas, etc.
Em Goyet Cave, na Bélgica, algumas lembranças dessa época ainda podem ser vistas. Ossos, pilhas de lixo e outros sinais de vida acumulados no fundo da caverna duram até hoje. Há alguns anos, pesquisadores descobriram algo interessante entre esses diversos ossos: o crânio de um cão doméstico, o nosso melhor amigo (Canis familiaris).
Apesar da semelhança com outros crânios de cães, o crânio de Goyet se assemelha também ao de um jovem lobo. Ele tem um focinho mais curto, proporcionalmente mais maxilar inferior e cérebro um pouco menor que o de um lobo adulto. No entanto, a caixa craniana completamente ossificada mostrou que de fato este animal não era um filhote de lobo. Era um cão adulto.
Não se sabe o quão próxima era a relação entre o cão Goyet e as pessoas que viviam ali. Era um companheiro de caça respeitado que dormia nas peles junto com seus mestres? Ou era um animal meio feral, oportunista, que roubava restos de comida, rondando as imediações do acampamento, apenas tolerado pelos humanos porque acordava as pessoas com seus latidos caso os leões das cavernas atacassem durante a noite?
De onde o cão veio originalmente, como e quando foi domesticado ainda são objetos de muita discussão. Praticamente a única coisa que todos concordam é que os cães são descendentes dos lobos (Canis lupus).
O “onde” tem sido sugerido como o Oriente Médio ou a Ásia Oriental. O “quando” varia ainda mais: de 16.000 a mais de 100.000 anos atrás. Algumas provas de DNA sugerem que lobos podem ter sido domesticados várias vezes em diferentes áreas e épocas, para formar a diversidade de cães domésticos. Alguns casos de domesticação podem não ter deixado quaisquer descendentes vivos.
Cães modernos são mais amigáveis​​, mais curiosos e talvez um pouco menos brilhantes do que seus primos selvagens. Acima de tudo, em pouco tempo evoluíram uma espantosa diversidade de formas e cores. Como tudo isso aconteceu? Talvez surpreendentemente, algumas respostas não podem ser encontradas nos nossos amigos caninos em si, mas sim nas raposas.

Raposas mansas do Sr. Belyaev

Durante a década de 1950, um geneticista russo chamado Dmitry Belyaev começou um experimento histórico. Ele comprou 130 raposas de prata (Vulpes vulpes) a partir fazendas de peles da Sibéria e começou a criá-las. Para cada conjunto nascido na instalação, os pesquisadores realizaram um teste simples. Um humano se aproximava da gaiola, abria e tocava a raposa dentro, enquanto um assistente anotava como ela reagia. Somente os conjuntos mais amigáveis, aqueles que mostraram menos sinais de agressão ou medo, foram então usados ​​para produzir a próxima geração.
Inicialmente, o objetivo do experimento era simplesmente fazer com que a criação de raposas fosse mais viável para as fazendas de peles. No entanto, os resultados foram tão surpreendentes que todo o projeto tomou um novo rumo. Em apenas quatro gerações, o primeiro grupo de “raposas de elite” nasceu. Estes eram animais totalmente domesticados que não demonstravam agressão ou medo dos seres humanos e que competiam por atenção.
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Mais janelas

Parece que a mansidão dos grupos de raposas de Belyaev foi causada por uma duração mais longa da janela de socialização e o início tardio do medo que é normal para raposas adultas.
Janela de socialização é o momento em que um jovem canídeo torna-se sensível aos membros de sua própria espécie, um processo parecido com o que ocorre em filhotes de aves. Se houver membros de outras espécies presentes neste período sensível, eles serão incluídos também.
Em raposas de Belyaev, esta janela socialização alongada é o mesmo que parece ter acontecido com os cães domésticos. Quando um filhote de lobo tem 2 a 3 semanas de idade, a janela de socialização já está fechando. Em cães, no entanto, ela se abre com a idade de três semanas e permanece assim até 12 ou 16 semanas. Este pode ser o componente mais importante da domesticação, uma vez que dá mais tempo para o cachorro conhecer o ser humano, além de sua mãe e irmãos.
Jovens cães, lobos e raposas normalmente não têm medo de coisas novas ou criaturas diferentes; em vez disso, agem destemidamente explorando seus arredores. Com a idade, eles se tornam menos curiosos e mais cuidadosos. Neste aspecto, também, as raposas domesticadas e cães domésticos se assemelham mais do que seus primos selvagens.
A fase de filhote curioso explorador dos lobos e das raposas pára em torno da idade de seis semanas. Raposas domesticadas e cães, no entanto, começam a amadurecer neste sentido apenas na idade de 4 a 6 meses, e nunca se tornam tão cuidadosos como os animais selvagens.
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Olhar único e orelhas caídas

Mas o Sr. Belyaev e seus colegas tiveram outra surpresa. Suas novas raposas domésticas também começaram a mudar de aparência.
Em torno da décima geração do experimento, algumas raposas começaram a mostrar traços estranhamente caninos, como pernas e focinhos mais curtos, manchas brancas e castanho-claras sobre a sua pele, etc. Algumas raposas ainda tinham orelhas de abano ou uma cauda curvada sobre as costas. Estas características são comuns em cães, mas praticamente desconhecidas em raposas.
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Será que a cor e forma do corpo são de alguma forma geneticamente correlacionadas com mansidão? Os pesquisadores meticulosamente excluíram todas as outras explicações. Eles tiveram o cuidado de não favorecer os animais com base em sua aparência.
Os cientistas russos sugerem que a domesticação traz uma série de mudanças na aparência, independentemente se são favorecidas ou não – apesar de serem, muitas vezes, já que os seres humanos tendem a favorecer animais que parecem diferentes. Essas mudanças são comuns a muitos animais domesticados, de cavalos a galinhas, e já foram notadas por Charles Darwin em A Origem das Espécies, obra publicada em 1859. Darwin, no entanto, não tinha ideia do que causava o fenômeno. Os cientistas estão começando agora a descobrir as respostas.
Muito parecido com simpatia, curiosidade e destemor, pernas e focinhos curtos também são características de animais jovens. Muito jovens filhotes e proles têm orelhas de abano, e em indivíduos de orelhas flexíveis, essas características podem permanecer, como se o animal nunca tivesse crescido.
Pode ser de que não haja genes distintos para a “mansidão”. Em vez disso, a domesticação afeta os genes que regulam a maturação e, portanto, afeta tudo, desde as proporções do corpo como os ciclos hormonais. Esta retenção de traços juvenis para adultos é chamado neotenia. Neotenia (ou, um pouco mais amplamente, pedomorfose) ocorre em muitos grupos de animais, mas o cão doméstico é um exemplo clássico. As mais radicais raças de cães pequenos realmente se assemelham a lobos fetais. Comparar os níveis de neotenia pode nos dar um novo entendimento sobre os problemas de saúde ou diferenças de comportamento entre as raças de cães.
Crânio de lobo, Husky Siberiano, Lhasa Apso e Pequinês
Crânio de lobo, Husky Siberiano, Lhasa Apso e Pequinês

Branco é infantil

Mesmo as manchas brancas nas raposas do Sr. Belyaev e muitas raças de cães podem ser causadas por neotenia. Durante o desenvolvimento fetal, as células produtoras de pigmentos de cor do pelo surgem a partir da crista neural, a mesma bolha alongada de células que se desenvolve mais tarde em maior parte do sistema nervoso. As células de pigmentos supostamente passam a migrar a partir da crista neural para o pelo, onde se fixam aos folículos pilosos e iniciam a produção de pigmentos. Manchas brancas podem se formar se a crista neural se desenvolve muito lentamente e não há tempo suficiente para que as células de pigmentos possam completar sua migração.
A pequena experiência prática de Belyaev se transformou em um grande projeto que ainda funciona hoje. Às vezes, tem sido impopular aos olhos dos líderes russos e ainda sofre de um financiamento insuficiente.
Como a instalação não pode manter todas as raposas, teve de vendê-las para as fazendas de peles, uma experiência traumatizante, tanto para os animais quanto para os funcionários. Recentemente, no entanto, os cientistas russos finalmente obtiveram uma licença para vender suas raposas mansas no exterior, como animais de estimação. [humingdinosaurcachorroideal]

Jonatas Almeida da SilvaAnalista e Desenvolvedor de Sistemas, e estudos pessoais com ênfase em Astronomia, Química e Tecnologia, trabalhos na área da programação orientada a objetos, animação 3D e projetos científicos. Xadrezista, tem como atividades de lazer o futebol, livros e filmes, e uma gama de gêneros musicais. Gremista oficial. Uma frase: O tempo não espera por homem nenhum. "A.L."
victorhugo@hipercience.com.br/

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Aprenda mais- Glaucus atlanticus: uma lesma muito fofa!

GLAUCUS ATLANTICUS: A LESMA MAIS FOFA DO MUNDO


Por  em 3.09.2012 as 11:38

Dragão azul, frota azul, andorinha do mar. São todos nomes populares da Glaucus atlanticus, uma lesma do mar que vive em águas temperadas e tropicais de todos os oceanos.
Porém, a lesma cosmopolita é mais facilmente encontrada no Havaí, na costa leste e sul da África do Sul, em águas europeias, na costa leste da Austrália e nas costas de Moçambique.
Como você pode ver na foto, ela é basicamente azul (de uma mais forte na parte de cima, ventral, e mais clara na parte
debaixo, ou dorsal). A lesma tem um corpo afilado, achatado, e tem seis apêndices que se ramificam como raios com tiras prateadas. Bem bonitinha, não é mesmo?
Essa espécie de lesma pelágica (a zona pelágica, ambiente pelágico ou domínio pelágico (do latim pelagos, que significa “mar aberto”) é a região oceânica onde vivem normalmente seres que não dependem dos fundos marinhos) é pertencente ao grupo dos moluscos nudibrânquios da família Glaucidae, sendo a única espécie conhecida do gênero Glaucus.
Seu tamanho médio é 35 mm. O espécime maior registrado media 4 cm de comprimento.
Como a maioria das lesmas do mar, G. atlanticus é uma espécie hermafrodita, apresentando tanto órgãos masculinos quanto femininos. Individualmente, elas produzem 4 a 6 “cargas” de ovos por hora, com 36 a 96 ovos por carga e um total de 3.300 a 8.900 ovos por dia.
Uma característica curiosa da G. atlanticus é que elas são holoplanctônicas: gastam suas vidas inteiras à deriva pela superfície. Elas flutuam de cabeça para baixo nos oceanos, graças a uma bolsa de ar que possuem em seu estômago, e com ajuda da corrente marinha. Além da bolsa de ar, elas são capazes de se mover para pegar presas, utilizando os apêndices para fazer movimentos lentos de natação.
Por conta de seu meio de locomoção, ela é raramente vista, a não ser durante os períodos de ventos fortes marítimos que as levam (e suas presas) até águas costeiras. Nesses períodos, elas podem ser encontradas em números, flutuando na superfície até mesmo das praias.
Elas têm vários tipos de presas, mas seus principais alimentos são hidrozoários e a caravela portuguesa (Physalia siphonophore). Ocasionalmente, elas também comem umas às outras.
A lesma do mar possui veneno, na verdade armazenado a partir dos nematocistos de suas presas nas pontas de seus apêndices para proteção contra predadores. Cuidado, pois sua picada pode ser sentida pelos humanos.
A coloração escura ventral (virada para cima) as ajuda a se esconder (disfarçar) de aves, enquanto a coloração clara dorsal (virada para baixo) pode as ajudar a se esconder de peixes. No entanto, alguns peixes pelágicos se alimentam delas.[SSOHMeababel,WikipediaLinkAtualFoto]

Natasha Romanzoti tem 23 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

aprenda mais- 21 animais fantásticos


Acompanhe o raciocínio: existem pelo menos 1.367.555 espécies de animais (sem considerar os insetos) já identificadas no mundo, e novas espécies são descobertas a cada dia; assim, você e eu provavelmente nunca ouvimos falar de boa parte delas.
Confira, a seguir, algumas especialmente bizarras.

21. Ogcocephalus darwini

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Esse peixe (que parece ter exagerado no batom) vive nas Ilhas Galápagos e, como não é um bom nadador, se desloca pelo fundo do oceano usando suas barbatanas peitorais.

20. Tubarão-duende

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O tubarão-duende é encontrado no fundo do oceano de diversas partes do mundo e é o único representante vivo família Mitsukurinidae, que teria surgido há 125 milhões de anos. Isso lhe rendeu o apelido de “fóssil vivo”.
É um animal raro, e, por viver em águas profundas, não chega a ser ameaçador para seres humanos.

19. Euspinolia ornatula

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Parte da família Mutillidae, a E. ornatula é uma espécie de vespa sem asas normalmente encontrada no Chile. Sua picada é extremamente dolorosa.
Ela também é conhecida como “formiga panda” (embora não seja nem uma coisa, nem outra).

18. Atretochoana eiselti

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Esse bizarro anfíbio foi descoberto há pouco tempo no Brasil e tem uma aparência que dispensa comentários.

17. Umbonia spinosa

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“Parente” das cigarras, o U. spinosa perfura o caule de plantas para se alimentar de sua seiva.

16. Hemicentetes semispinosus

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Encontrado na República de Madagascar, é o único mamífero conhecido que emite ruídos por meio de estridulação – algo típico de cobras e insetos.

15. Macroglossum stellatarum

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M. stellatarum se alimenta do néctar de flores e emite um som parecido com o de um beija-flor.

14. Glaucus atlanticus

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Essa pequena lesma marinha também é chamada de “dragão azul” e é encontrada em águas oceânicas quentes.

13. Tamarutaca

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Embora seja comum em águas tropicais e sub-tropicais, pouco se sabe sobre esse crustáceo, que passa boa parte da vida escondido em túneis.

12. “Mariposa-poodle”

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Outra espécie ainda pouco estudada, a “mariposa-poodle” foi descoberta em 2009 na Venezuela.

11. Pacu

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Habitantes de Pápua Nova Guiné chamam esse peixe de “cortador de bolas”, uma indicação de que homens devem tomar muito cuidado na hora de nadar por lá.

10. Bathynomus giganteus

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Este é o maior crustáceo da ordem Isopoda já encontrado. Vive em águas profundas.

9. Saiga

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Esse antílope vive na Ásia e provavelmente não faria parte dessa lista se não tivesse um nariz tão estranho.

8. Atheris chlorechis

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Se você algum dia for a uma floresta tropical na África, tome cuidado com essa cobra, que vive no topo de árvores e caça à noite.

7. Peixe-papagaio azul

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É encontrado no Oceano Atlântico e passa boa parte da vida (80%) atrás de alimento.

6. Nasikabatrachus sahyadrensis

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N. sahyadrensis vive na Índia e só aparece na superfície durante duas semanas por ano, para procriar, passando o resto do tempo escondido debaixo da terra.

5. Cegonha-bico-de-sapato

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Essa espécie de cegonha já é conhecida pela humanidade desde o tempo do Antigo Egito, mas só foi classificada no século 19.

4. Ocapi

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Curiosamente, o ocapi, apesar da sua aparência, é um “parente” mais próximo das girafas do que das zebras. Vive na República Democrática do Congo.

3. Narval

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Por causa de seu chifre de marfim, o narval foi alvo de caçadores durante séculos. Vive no Ártico e é especialmente sensível a mudanças climáticas.

2. Diabo-espinhoso

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Esse lagarto vive em desertos e tem uma camuflagem natural para se esconder entre rochas e areia.

1. Porco-do-mar

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O porco-do-mar é encontrado em regiões abissais (a mais de 1km abaixo da superfície do mar) e, da mesma forma que os camarões, se alimenta de partículas encontradas no solo oceânico. [Bored Panda]

Guilherme de Souza é jornalista empenhado e ilustrador em treinamento. Curte ciência, cultura japonesa, literatura, seriados, jogos de videogame e outras nerdices. Tem alergia a música sertaneja e acha uma pena que a Disco Music tenha caído no esquecimento.


Aprenda mais- picadas de abelhas e vespas

Como você deve tratar picadas de abelhas e vespas?



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É só deixar um refrigerante destampado ou descuidar por um instante de sua casquinha de sorvete que lá vêm elas, as abelhas. Para a maioria das pessoas, uma picada é um aborrecimento doloroso. Mas, para muitas delas, uma simples picada pode desencadear uma reação alérgica potencialmente perigosa.
Para obter dicas sobre como aproveitar o ar livre sem uma visita ao pronto socorro, conversamos com Theodore Freeman, especialista em picadas de insetos e médico da Clínica de Asma e Alergia de San Antonio, no Texas, Estados Unidos.

Por que os insetos parecem picar algumas pessoas e outras não?

Ninguém sabe ao certo, mas há alguns dados que sugerem que certos perfumes podem atrair abelhas ao imitar seus feromônios, ou substâncias químicas que os animais liberam para se comunicar uns com os outros, diz Freeman. Perfumes que possuem cheiro similar ao de flores não são necessariamente o problema. “Afinal, as abelhas não picam flores”, lembra. Ainda assim, uma abelha voando pode ser provocada pelo golpe de uma pessoa no ar.
E é seguro usar uma camisa estampada com o desenho de flores? Sim, responde Freeman. “Os padrões e as cores no tecido podem se parecer com flores para nós, mas não possuem nenhuma semelhança com o que as abelhas percebem como uma flor”, esclarece.

Não importa se você é picado por uma abelha ou vespa?

Na maioria dos casos, não há uma grande diferença entre qual desses insetos te pica. Porém, se você tem propensão a reações alérgicas, é melhor tentar identificar o tipo de inseto, no caso de você querer receber a imunoterapia. Este tratamento, que envolve a injeção de veneno para dessensibilizar o corpo, não vai ajudar para a picada atual, mas pode reduzir a probabilidade de uma reação alérgica em picadas futuras.
Um estudo publicado no início deste mês de agosto no periódico especializado “Annals of Allergy, Asthma & Immunology” descobriu que 70% dos adultos que tiveram uma reação alérgica a uma picada voltam a sofrer com esse problema pelo menos mais uma outra vez na vida. A imunoterapia com veneno pode reduzir esse índice para algo entre 5% e 10%, e para quase zero nos casos mais leves, segundo o estudo.
A picada de uma abelha tende a ser mais redonda, enquanto a de vespas e marimbondos é tipicamente mais estreita. “A maioria das pessoas que são picadas perto de casas ou outros edifícios tendem a ser vítimas de vespas, que constroem ninhos nas quinas dos telhados”, conta Freeman. As vespas são atraídas por comida, por isso uma picada em um piquenique poderia vir de uma delas. E, uma vez que as abelhas geralmente morrem depois de picar alguém, elas tendem a ser menos agressivas do que as vespas.

O que é uma reação normal a uma picada, e quando devo me preocupar?

“A dor local imediata e o inchaço são comuns”, diz. O inchaço pode aumentar nos dias seguintes à picada e até mesmo ficar do tamanho de uma laranja em alguns casos. Isso é “preocupante”, diz ele, mas não tão problemático quanto as reações anafiláticas graves.
Segundo Freeman, os sintomas que devem causar preocupação incluem urticária, vômitos, sensação de tontura, convulsões e dificuldade respiratória. Se você tiver qualquer uma dessas reações, consulte um médico. “Mesmo que os sintomas desapareçam dessa vez, uma reação alérgica futura pode ser ainda mais grave”.

Se a reação à picada for leve, o que vale a pena fazer em casa para melhorar?

Freeman recomenda a aplicação de um produto que geralmente fica restrito aos temperos na cozinha: o amaciante de carne. O médico aconselha que se misture o amaciante com água até que se forme uma pasta. Uma enzima presente no produto alimentício é capaz de penetrar no tecido da pele e pode neutralizar as proteínas tóxicas no veneno que faz com que o corpo reaja. Outra “receita” recomendada é o fermento químico também misturado com água, que deve neutralizar o ácido do veneno. “Qualquer coceira local pode ser tratada com um anti-histamínico isento de prescrição médica”, diz.
Se o ferrão ainda estiver na pele, o melhor é removê-lo com uma pinça ou por raspagem com a borda de um cartão de crédito. Os médicos antes acreditavam que a remoção do ferrão poderia liberar ainda mais veneno. “Entretanto, pesquisa recentes mostram que todo o veneno é liberado rapidamente, em cerca de um segundo após a picada”, informa Freeman. [The Wall Street Journal]

Aprenda mais- vertebrados e invertebrados

Animais Vertebrados e Invertebrados 

Os animais são divididos em duas grandes classificações: os animais vertebrados, ou seja, aqueles que possuem coluna vertebral, seja ela óssea ou cartilaginosa, ou mista, e os animais invertebrados são aqueles que não possuem coluna vertebral.
Animais vertebrados e invertebrados
Animais vertebrados e invertebrados
Os animais vertebrados são divididos em cinco categorias: aves, mamíferos, peixes, répteis e anfíbios, sendo que se acredita que a evolução dos animais vertebrados tenha acontecido a partir dos peixes, e então os anfíbios, em seguida os répteis e, por fim, os mamíferos e as aves.
Já os animais invertebrados são divididos em  seis categorias: os insetos, que têm seis patas; os aracnídeos, que têm oito patas, e cujo maior exemplo é uma aranha comum; os crustáceos, que podem ter várias patas, e até mesmo possuir garras; as centopéias, que têm também, uma abundância de patas; os moluscos, que têm corpo mole e podem ter ou não uma casca; e por fim os vermes, que têm o corpo mole, cilíndrico ou achatado.

Os Vertebrados

Vertebrados (Subfilo Vertebrata) são animais que possuem um esqueleto interno (endoesqueleto) que inclui uma estrutura constituída por uma coluna de vértebras. O Subfilo Vertebrata é um grupo dentro do Filo Chordata (comumente chamado de “cordados”) e como tal herda as características de todos os cordados:
  • Simetria bilateral
  • Segmentação do corpo
  • Endoesqueleto (ósseo ou cartilaginoso)
  • Bolsas faríngeas (presente durante alguma fase de desenvolvimento)
  • Sistema digestivo completo
  • Coração ventral
  • Sistema sanguíneo fechado
  • Cauda (em algum estágio de desenvolvimento)
Vertebrados
Além das características citadas acima, os vertebrados possuem uma característica adicional que os torna únicos entre os cordados: a presença de um esqueleto. Existem alguns grupos de cordados que não possuem espinha dorsal. Esses organismos não são vertebrados e, em vez disso, são referidos como cordados invertebrados.
Vertebrados
As classes de animais que são vertebrados incluem:
  • Peixes sem mandíbula (Classe Agnatha)
  • Peixe blindado (Classe Placodermi)
  • Peixes cartilaginosos (Chondrichthyes Classe)
  • Peixes ósseos (Osteichthyes Classe)
  • Anfíbios (Amphibia Classe)
  • Répteis (Classe Reptilia)
  • Pássaros (Classe Aves)
  • Mamíferos (Classe Mammalia)

Os Invertebrados

Os invertebrados fazem parte de uma coleção ampla de grupos de animais (que não pertencem a um único subfilo, como os vertebrados) todos os que não têm uma espinha dorsal.
Invertebrados
Alguns grupos de animais que são invertebrados incluem:
  • Esponjas (Porifera Filo)
  • Medusas, hidras, anêmonas, corais (Cnidaria)
  • Geléias pente (Ctenophora Filo)
  • Planárias (Platyhelminthes Filo)
  • Moluscos (Filo Mollusca)
  • Artrópodes (Filo Arthropoda)
  • Vermes segmentados (Filo Annelida)
  • Equinodermos (Echinodermata Filo)
Invertebrados

Diferenças no Habitat

Ambos os tipos de animais vivem em uma grande variedade de habitats, mas os vertebrados podem viver praticamente em qualquer tipo. O sistema nervoso altamente desenvolvido e esqueletos internos de vertebrados os torna adaptáveis para a terra, mar e ar. No entanto, os invertebrados também são encontrados em uma vasta gama de habitats que vão de florestas e desertos até o mar.

População de Vertebrados e Invertebrados

Há cerca de 2 milhões de espécies identificadas como invertebrados. Estes 2 milhões de espécies compõem cerca de 98% total de animais identificados em todo o reino animal, ou seja, 98 entre 100 tipos de animais no mundo de hoje são invertebrados. Por outro lado, os vertebrados apenas formam de 2% das espécies de animais, incluindo os seres humanos.

Diferenças na Classificação

Vertebrados são classificados em peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Em contraste, os invertebrados incluem esponjas, celenterados, equinodermos, vermes, moluscos e artrópodes.
Vertebrados e Invertebrados

Diferenças no Tamanho

Uma das diferenças notáveis entre vertebrados e invertebrados é o seu tamanho. Invertebrados, assim como vermes, crustáceos e insetos costumam ser pequenos e lentos na hora de se locomover. Mas há algumas exceções, como a lula que pode chegar a 20 metros. Vertebrados possuem um melhor sistema de apoio. Por isso, têm a capacidade de desenvolver corpos mais rápidos e maiores do que os invertebrados.

Adaptação ao Ambiente

Em contraste com os invertebrados, os vertebrados possuem um sistema nervoso altamente desenvolvido. Isso porque contam com a ajuda de um sistema de fibras nervosas especializadas que podem reagir rapidamente a mudanças no seu meio, dando-lhes uma vantagem competitiva.
Comparados aos vertebrados, a maioria dos invertebrados tem sistemas nervosos simples, e eles se comportam quase que totalmente por instinto. Esse sistema funciona bem na maioria das vezes, mesmo que estes animais não possam aprender com seus erros. Os insetos, por exemplo, podem repetir movimentos próximos a uma lâmpada, mesmo com o risco de se queimar. As exceções notáveis são polvos e seus parentes próximos, que são considerados como os invertebrados mais inteligentes.

Aprenda mais- tigre-branco

tudo sobre o tigre-branco

 
TRIGRE - BRANCO
O tigre branco (também conhecido como o tigre de Bengala) têm aproximadamente 3 metros de compimento, e pesa aproximadamente 180-285 kg (400-569 LB).
Os tigres brancos não são albinos nem são uma subespécie separada, mas sim o resultado de um gene recessivo . Eles têm olhos azuis, um nariz rosa, e fundo branco cremoso com listras de cor chocolate. Os tigres brancos nascem de tigres comuns (Panthera tigris) e são muito raros no estado selvagem. Eles ficam normalmente situados no Sudeste do Continente asiático e na Índia central e sulista. O tigre de Bengala branco mora em áreas gramíneas ou pantanosas e florestas onde eles podem ser bem camuflados. Eles quase desapareceram; a maioria vive agora dentro de jardim zoológicos ou parques especiais de vida selvagem.